seria pouco pra te amar.
uma vida inteira,
© theme

+

Uma das maiores burrices que existe é tentar tirar da nossa mente aquilo que está incrustado em nosso coração. Como esquecer o inesquecível? Por que apagar lembranças que estão entre as melhores da minha vida, quando tudo que eu quero é vivê-las e revivê-las, mesmo que em pensamentos? Seu toque suave e macio, o jeito de me abraçar, o arrepio que me dava sempre que sussurrava em meu ouvido. Como deixar pra traz a alegria do primeiro beijo, do primeiro mês, ou a agonia da primeira briga? Eu nunca fui tão feliz como quando estive contigo. Aquela sensação de plenitude e segurança, um amor puro, daqueles que nos deixa sonhando, desejando o tempo todo estar ao lado do nosso amado. Eu faria tudo por você, e ainda faço. Porque te devo isso, te devo parte do que sou, parte da minha vida, do meu coração, e da minha alma. Se dói? Isso mata. Lembranças boas machucam mais do que as ruins, porque fazem a gente sonhar com tudo que poderia ter sido. Nos deixa paranoicos, imaginando onde erramos, e pedindo a Deus uma máquina do tempo ou qualquer outra coisa que nos permita fazer tudo diferente, ou pelo menos afastar essa agonia que substituiu a presença de quem hoje é ausente. Se quero esquecer? Francamente, é perda de tempo, e de forças.


Hoje, mesmo não me procurando, você me fez muito feliz.



2 weeks ago · 0 notes · reblog baby ,

Talvez eu não me lembre do som da sua voz, mas não me esqueço da sensação de plenitude que ouvi-la causava em mim. Talvez eu não me lembre do seu perfume, mas não me esqueço do cheiro do seu corpo suado contra o meu. Talvez eu não me lembre de cada pintinha do seu corpo, mas me recordo da vontade incontrolável que eu tinha de te agarrar toda vez que via aquela embaixo da sua boca. Talvez eu não me lembre exatamente como era o seu corpo, mas só eu sei o quanto o desejei. Talvez não me recorde de todos os seus sorrisos, mas seu sorriso após um “eu te amo” meu, e seu sorriso de “cala a boca” ficaram incrustados em minhas memórias. Talvez não me lembre de todos os momentos contigo, mas é impossível esquecer aquele primeiro beijo, 2082. Talvez eu me não me lembre de todos os seus toques, mas sei perfeitamente a sensação de ecstasy que eles causavam em mim; talvez pensar em sua voz sussurrada ainda me cause arrepios; talvez seus beijos ainda sejam meus favoritos; talvez você ainda seja meu anjo;
Talvez, pelos dias corridos, eu pense um pouco menos em você, mas nunca te esqueci, nem por um segundo. Talvez eu ainda chore sua ausência, e me entristeço toda vez que ouço seu nome. Talvez não tenha superado nossos momentos, suas palavras, as promessas perdidas, e talvez nem queira superá-los um dia. Talvez eu acorde todos os dias esperando que venha falar comigo, que me diga que essa tortura acabou.
E talvez, apenas talvez, eu ainda te ame, aquele amor doentio que só se sente uma vez na vida.
Talvez…


Ele está por aí, perdido em algum lugar. Provavelmente, tão frustrado como eu, por não encontrar em outras pessoas o que acharemos um no outro. Talvez ele também sonhe com o dia em que estaremos juntos. Só ele e eu, em uma casinha no meio do nada, cercada de árvores e flores que perfumam o ambiente. O barulho suave das águas de um rio é o único som que podemos ouvir além das nossas próprias respirações. Crianças brincam no horizonte, e pela janela contemplamos os frutos da nossa união. Olho pra ele, com a certeza de que sou a mulher mais feliz do mundo, e nesse momento, não existe nada que eu não faria para mostrá-lo o quanto o amo, e lhe sou grata. Ele me retribui, com um sorriso que expressa a reciprocidade de tudo que sinto. Meu sonho, meu paraíso! Se existe mesmo alguém por aí feito sobre medida para nós, alguém que compartilhe os nossos sonhos, planos e desejos; que fará com que nos sintamos a pessoa mais amada e especial do universo; não faz sentido reclamar, certo? Eu espero noites dias e madrugadas, pelo tempo que me for necessário esperar. E enquanto esse dia não chega, me contento com ele em meus sonhos, onde, apesar de não poder ver seu rosto, consigo sentir o nosso amor.


Não sou cética quanto ao amor, embora seja o mais seguro a se fazer, mas, temos que concordar com a verdade universal de que “as pessoas sempre vão nos magoar”, a diferença é que alguns esperam um pouco mais para fazê-lo. E por mais que queiramos passar uma borracha em tudo e seguir adiante, há coisas que, simplesmente, não se pode deixar passar.


Eu tentei, sabe? Nem me lembro há quanto tempo não sentia o que você ‘redespertou’ em mim. Você me fez ter, novamente, aquela vontade louca de querer cuidar, estar perto, de desejar amar e me entregar, mesmo quando o que eu queria era fugir para o mais longe possível de qualquer coisa que envolvesse relacionamentos, ou pior, amor. Me permiti apaixonar por sua voz, me encantar com seu jeito, admirar seus detalhes e aceitar seus defeitos, e quando eu vi já estava imersa em um mar de sentimentos que, mais uma vez, se tornariam cicatrizes em um coração remendado. Uma coisa estranha sobre relacionamentos é que, mesmo quando tem tudo pra dar certo, eles encontram um jeito de dar errado.


Há algum tempo prometi a mim mesma que superaria você, que deixaria pra trás tudo que vivemos e seguiria em frente. E consegui cumprir minha promessa, ao menos em partes. Nos primeiros dias tive vontade de ligar, escrever, te implorar pra não me deixar, mas aos poucos isso foi se dissipando. Hoje consigo superar sua ausência, digo, ao menos não deixo a dor do buraco que deixou em mim extravasar em atitudes; ela me acompanha diariamente, uma angústia que não passa, mas que também não manifesta em mim qualquer desejo de procurá-lo. O problema é que, embora eu consiga não mais te procurar, você é tão filho da puta que insiste em não me deixar te ignorar. A verdade é que, em cada homem que conheço, há algo extremamente irritante de você. Lembra quando brigávamos e não me procurava? Ou quando sumia e voltava como se nada tivesse acontecido? Lembra do seu jeito irritante de sempre tentar adiar o inadiável? E sua mania idiota de brigar por qualquer cueca que aparecesse? Então, como aceitar esses defeitos tão seus em outra pessoa? É como reviver um passado, que, há meses, vem me assombrando. A ideia do que fomos e do que nos tornamos me faz entrar em pânico quando o assunto é iniciar uma nova relação. Não suportaria viver tudo de novo, não quero retornar ao fundo do poço, mais uma vez.


Eu esperei por uma mensagem que nunca chegou. Imaginei que, talvez, eu ainda ocupasse um pedacinho dos seus pensamentos. Não fantasiei que mandaria um texto romântico, ou uma declaração carinhosa, só pensei que se lembraria de mim, sabe? Que olharia no calendário, viria a data de hoje e sentiria minha falta. Tudo bem, talvez eu esperasse algo a mais, um “você é uma idiota” -que pra mim sempre significou um “eu te amo”, ou, se eu tivesse sorte, um “sempre vou te amar” direto e reto. É idiota, eu sei, mas é tão injusto só eu me sentir assim. Quer dizer, será que nunca mais vou conseguir me sentir inteira denovo? Será que não terei mais uma felicidade plena e completa? Luto contra minha vontade de te deixar em minha vida. Aliás, as lembranças do que um dia foi você, já que fez questão de meter o pé dela. Tem noção do que é isso? Quando sentimos raiva de nós mesmos por não querermos fazer o que é melhor pra nós? Eu sei que é masoquismo (e pensando bem ele até que combina comigo), ou talvez seja burrice mesmo, mas na batalha “eu x eu” meu cérebro cansou de perder. O que é irônico, afinal, não é ele que deveria possuir toda a inteligência? Idiota. Sonhadora, solitária e incompleta. Uma menina boba que fantasia o dia em que voltará e colocará tudo em seu lugar. Enquanto esse momento não chega, vivo com os pedacinhos do que restou do meu fim, o que é uma merda, porque, meu bem, ainda tem tanto de você em mim!


Happy Valentine’s Day!


Sei não, talvez eu tenha nascido no século errado. Às vezes me pergunto onde foi parar o romantismo e cavalheirismo que, para azar das moças do século XXI, estão tão distantes quanto os dinossauros. Às vezes, lendo livros ou vendo filmes que remetem aos séculos passados, me pergunto onde foram parar aqueles homens. Onde estará o Romeu, que tudo fez para estar ao lado da sua amada? E o Sr. Darcy, que transpassou qualquer preconceito pra ficar com sua Elizabeth? Onde estão os cavalheiros que declamam poesias, que compõem canções ou fazem serenatas? Olho pro mundo e vejo pessoas vazias, que não acreditam em relacionamentos, tampouco sabem o que é amar. Que não se preocupam em construir algo sólido, em serem românticos, criar intimidade. É desesperador me imaginar no meio disso, e é assustador pensar no que ainda virá pela frente.